segunda-feira, 15 de março de 2010

O Pastor amoroso

Disse-lhe Jesus: Não me detenhas, porque ainda não subi para meu Pai, mas vai para meus irmãos e dize-lhes que eu subo para meu Pai e vosso Pai, meu Deus e vosso Deus — Jo 20.17
Quão gentil e graciosamente o nosso Senhor se refere aos seus discípulos. Ele manda que Maria Madalena leve um recado a eles, aos seus irmãos. Manda dizer-lhes que seu Pai é Pai deles; seu Deus, o Deus deles. Só três dias depois de o abandonarem vergonhosamente, e de fugirem. Apesar disso o Mestre de misericórdia fala como se tudo estivesse perdoado e esquecido. A primeira coisa em que pensa é trazer de volta os errantes, atar-lhes as feridas da consciência, reanimar-lhe a coragem, restaurá-los à condição anterior. Era mesmo um amor que excede o entendimento. Dar crédito a desertores, mostrar confiança a desviados, é o tipo de compaixão que o homem dificilmente entende. Como é verdadeira a palavra de Davi: "Como um pai se compadece de seus filhos, assim o SENHOR se compadece dos que o temem. Pois ele conhece a nossa estrutura e sabe que somos pó" (Sl 103.13-14).

Deixemos a passagem com a reflexão consoladora de que Jesus Cristo nunca muda. Ele é o mesmo ontem, hoje e para sempre. Da maneira como ele tratou seus discípulos na manhã da sua ressurreição, assim também tratará todos quantos creem nele e o amam, até que ele volte novamente. Se nos desviarmos do caminho, ele nos trará de volta. Se cairmos, ele nos reerguerá. Ele jamais violará a sua palavra régia: "Todo aquele que o Pai me dá, esse virá a mim; e o que vem a mim, de modo nenhum o lançarei fora" (Jo 6.37). Os santos na glória entoarão um louvor ao qual juntar-se-á toda voz e coração: Ele "Não nos trata segundo os nossos pecados, nem nos retribui consoante as nossas iniquidades" (Sl 103.10).


Autor: J. C. Ryle (1816-1900)
Fonte: Day by day with J. C. Ryle, org. Eric Russell, Christian Focus Pub., p.84
Tradutor: Marcos Vasconcelos
 

  © 2009 Mens Reformata

True Contemplation Blogger Template by M Shodiq Mustika