quarta-feira, 10 de março de 2010

Os dois nomes dados ao nosso Senhor

Contudo, não a conheceu, enquanto ela não deu à luz um filho, a quem pôs o nome de Jesus – Mt 1.25
Os dois nomes dados ao nosso Senhor. Um é “Jesus”; o outro, “Emanuel”. Um descreve o seu ofício; o outro, a sua natureza. Ambos são profundamente interessantes.

O nome Jesus significa “Salvador”; é o mesmo nome de Josué, no Antigo Testamento. É dado ao nosso Senhor “porque ele salvará o seu povo dos pecados deles” [Mt 1.21]. Este é o seu ofício especial: ele salva-os da culpa do pecado, mediante o lavar expiador do seu sangue; salva-os do domínio do pecado, pondo-lhes no coração o Espírito Santificador; salva-os da presença do pecado, quando os toma deste mundo para que repousem ao seu lado; ele os salvará de todas as consequências do pecado, quando lhes der um corpo glorioso no dia final. Bendito e santo é o povo de Cristo! Não são salvos das aflições, da cruz e das lutas; mas são “salvos do pecado” para sempre. São purificados do pecado pelo sangue de Cristo e são feitos dignos do céu pelo Espírito de Cristo. Isso é salvação! Quem se apega ao pecado ainda não está salvo.

Jesus é um nome assaz animador para os pecadores sobrecarregados de pecado. Aquele que é Rei dos reis e Senhor dos Senhores poderia ter adotado com justiça um título mais altissonante. Mas ele não fez isso. Os dominadores deste mundo sempre se autodenominam de Grandes, Conquistadores, Ousados, Magníficos e coisas semelhantes. O Filho de Deus contenta-se em chamar a si mesmo de “Salvador”. As almas desejosas de salvação devem se aproximar do Pai com ousadia e, mediante Cristo, ter acesso confiante. Mostrar misericórdia é seu ofício é prazer. “Deus enviou o seu Filho ao mundo, não para que julgasse o mundo, mas para que o mundo fosse salvo por ele” (Jo 3.17).

Jesus é um nome peculiarmente doce e precioso para os crentes. Nome que sempre lhes tem feito bem, ao contrário do favor de reis e príncipes que apenas ouvem com desinteresse; ele tem-lhes dado aquilo que o dinheiro não pode comprar: plena paz interior; tem-lhes aliviado a consciência e feito descansar o seu coração cheio de pesar.


Autor: J. C. Ryle (1816–1900)
Fonte: Day by day with J. C. Ryle (org. Eric Russell, Christian Focus Publication, 2007)
Tradutor: Marcos Vasconcelos

 

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