quarta-feira, 14 de abril de 2010

Confissão de pastor

Ó DEUS, 
Reconheço que muitas vezes faço a tua obra sem o teu poder,
    e peco por causa do meu culto morto, frio e cego;
              por causa da minha falta de luz interior, amor e deleite;
              por causa da minha mente, coração e língua movendo-se sem o teu auxílio.
No meu coração vislumbro o pecado ao buscar a aprovação dos outros;
É essa a minha vileza, ter na opinião dos homens a minha regra, ao passo que
    deveria contemplar o bem que tenho feito,
        e dar-te glória,
    considerar o pecado que tenho cometido e lamentar por ele.
A minha fraude diária é pregar, e orar,
    e estimular os sentimentos espirituais dos outros
    para auferir louvores,
    quando a minha regra deveria ser considerar-me diariamente mais vil
        que qualquer outro homem a meus próprios olhos.
Nada obstante tu mostras o teu poder mediante a minha fraqueza,
    de tal modo que quanto mais débil sou, tanto mais apto estou para ser usado,
    pois tu armas uma tenda de graça na minha fraqueza.
Ajuda-me a me regozijar nas minhas fraquezas e te louvar,
    a reconhecer as minhas deficiências diante dos outros
    e não ser desencorajado por eles,
    para que possam enxergar a tua glória mais claramente.
Ensina-me que eu tenho de agir mediante um poder sobrenatural,
    pelo qual posso tentar realizações acima da minha força,
    e suportar males acima do meu poder,
    agindo por Cristo em tudo, e
    tendo o seu poder superior para me socorrer.
Que eu aprenda de Paulo
    cuja presença era fraca,
    cuja fraqueza era grande,
    cuja palavra era desprezível,
           mas tu o consideraste fiel e bendito.
Senhor, deixa que me ampare em ti, assim como ele,
    e reconheça que o meu ministério é teu.
   
Fonte: The Valley of Vision, a collection of puritan prayers & devotions, org. Arthur Bennett, p.187
Tradutor: Marcos Vasconcelos


 

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