quarta-feira, 21 de julho de 2010

O Pastor das nossas almas

O SENHOR é o meu pastor; nada me faltará – Salmos 23.1
Porque Deus é o seu pastor, Davi deduz que nada de bom lhe faltará. Reconheçamos o grande cuidado do Senhor pelos crentes, cujo pastor é Deus e por isso podem invocá-lo dessa maneira. Houve um tempo em que o próprio Davi era pastor, mas foi tirado do cuidado das ovelhas e das suas crias (Salmos 78.70-71) e por isso sabia por experiência dos cuidados e das ternas afeições que um bom pastor dispensa ao seu rebanho. Ele lembrava-se do quanto necessitavam de um pastor e de como era bom para elas terem um pastor competente e fiel. Certa ocasião, Davi arriscou a vida para socorrer um cordeiro. Assim, ele exemplifica o cuidado de Deus pelo seu povo. Talvez nosso Salvador tenha se referido a tal fato quando afirmou: "Eu sou o bom pastor. O bom pastor dá a vida pelas ovelhas" (João 10.11). Aquele que é o pastor de Israel, de toda a Igreja em geral, é o pastor de cada crente em particular. O menor deles não está fora do alcance do seu cuidado (Isaías 40.11); Deus os conduz ao seu aprisco, cuida deles, protege-os, provê para eles com cuidado e constância, mais do que é capaz qualquer pastor profissional. Se, para nós, Deus é como um pastor, logo devemos ser como ovelhas: inofensivos, mansos, quietos, silenciosos perante o tosquiador – mais que isso, perante o açougueiro também –, úteis e sociáveis; devemos conhecer a voz do pastor e segui-lo.

Esta é a grande confiança que os crentes têm em Deus: "Se o Senhor é o meu pastor, aquele que me alimenta, posso concluir que nada me faltará daquilo que é realmente bom e necessário a mim".

[Leia Salmos 23]


Autor: Matthew Henry (1662–1714)
Fonte: Daily Readings, Randall J. Perderson (org.), Chistian Focus Publications, 2009, "January, 4th".
Tradutor: Marcos Vasconcelos
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