domingo, 11 de julho de 2010

A Realidade da encarnação do nosso Senhor Jesus Cristo

E o Verbo se fez carne e habitou entre nós, cheio de graça e de verdade, e vimos a sua glória, glória como do unigênito do Pai — João 1.14
Essas palavras, em seu sentido pleno, significam que o nosso Salvador divino tomou realmente sobre si a natureza humana para salvar os pecadores. Ele se fez homem realmente assim como nós em todas as coisas, exceto no pecado. Assim como nós, ele nasceu de uma mulher, embora concebido miraculosamente. Assim como nós, ele cresceu da infância à adolescência e da adolescência à idade adulta, tanto em saber como em maturidade (Lc 2.52). Assim como nós, ele sentiu fome e sede, comeu, bebeu, dormiu, cansou-se, sentiu dor, chorou, alegrou-se, maravilhou-se, irou-se e compadeceu-se. Quando se fez carne e tomou um corpo, ele orou, leu as Escrituras, sofreu tentações e submeteu a sua vontade humana à vontade de Deus Pai. E, ao final, nesse mesmo corpo, ele sofreu e derramou o seu sangue realmente , morreu realmente, foi sepultado realmente, ressuscitou realmente, e ascendeu ao céu realmente. E, entretanto, durante todo esse tempo ele era Deus e era homem!

A união dessas duas naturezas na pessoa única de Cristo é sem dúvida um dos maiores mistérios da religião cristã. Mistério que precisa ser apresentado com todo o cuidado. É precisamente uma das grandes verdades que não está à disposição da bisbilhotice, mas para ser crida com reverência. Talvez em nenhuma outra parte acharemos declaração mais sábia e judiciosa [acerca disso] do que no segundo artigo da Igreja Anglicana:

"O Filho, que é o Verbo do Pai, gerado eternamente do Pai, verdadeiro e eterno Deus, e de uma substância com o Pai, tomou a natureza humana no ventre da bendita Virgem e da sua substância; de sorte que as duas inteiras e perfeitas naturezas, quer dizer, a Divina e a humana, se reuniram em uma Pessoa, para jamais se separarem, das quais resultou um Cristo único, verdadeiro Deus e verdadeiro Homem."
Que preciosíssima declaração; é "linguagem sadia e irrepreensível" [Tt 2.8].


Autor: J. C. Ryle (1816–1900)
Fonte: Day by day with J. C. Ryle, Eric Russell, Christian Focus Pub., p. 9
Tradutor: Marcos Vasconcelos
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