terça-feira, 27 de julho de 2010

Tu me amas?

Simão, filho de João, tu me amas? – João 21.16
À primeira vista, "tu me amas?" aparenta ser
uma pergunta simples; e num certo sentido é.
Até mesmo uma criança pode entender o amor
e pode dizer se ama ou não outra pessoa.

Entretanto, "tu me amas?" é, na verdade,
uma pergunta penetrante. Nós podemos
    saber demais,
    e fazer demais,
    e professar demais,
    e falar demais,
    e trabalhar demais,
    e ostentar demais a nossa religiosidade,
e, apesar disso, estar mortos diante de Deus, por falta
de amor, e no final descermos para o abismo.

Amamos mesmo a Cristo?

Essa é a grande pergunta!

Sem isso, nosso cristianismo carece de vida.
Não seremos melhores do que
    bonecos de cera,
    bichos empalhados expostos em museu,
    bronze que soa e címbalo que retine.

Não há vida, onde não há amor por Jesus.

Conhecimento,
ortodoxia,
entendimento acertado,
uso correto de ritos,
vida moral respeitável;
nada disso torna um cristão verdadeiro.


Autor: J. C. Ryle (1816–1900)
Fonte: The Gospel of John (Commentary, 1873), GraceGems.org
Tradutor: Marcos Vasconcelos
www.mensreformata.blogspot.com


 

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