sábado, 6 de novembro de 2010

Clamando ao Senhor

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E acontecerá que todo aquele que invocar o nome do SENHOR será salvo; porque, no monte Sião e em Jerusalém, estarão os que forem salvos, como o SENHOR prometeu; e, entre os sobreviventes, aqueles que o SENHOR chamar Joel 2.32
Deus declara que a invocação do seu nome em momento de desespero é porto seguro infalível. O que o profeta tinha dito era certamente medonho: que a ordem inteira da natureza seria transtornada a ponto de não sobrar nenhuma centelha de vida e que todos os lugares seriam tomados pelas trevas. Agora, porém, é o mesmo que ele declarasse que, se os homens clamarem pelo nome de Deus, se achará vida [até mesmo] na sepultura. Visto que, aqui, Deus convida perdidos e mortos, não há razão para que as aflições, por maiores que sejam, obstruam o acesso, nosso ou das nossas orações. Se salvação e livramento são prometidos a todos quantos clamarem pelo nome do Senhor, conclui-se, conforme raciocina Paulo, que a doutrina do evangelho pertence também aos gentios. Teríamos em nós grande presunção se nos apresentássemos diante de Deus sem que ele nos tivesse dado a confiança e a promessa de que nos ouviria. Aprendemos daí que, por mais que Deus aflija a sua igreja, ainda assim ela se perpetuará no mundo, pois é tão impossível destruí-la quanto à própria verdade de Deus, que é eterna e imutável.
 

Oração

Concede, ó Deus onipotente, que assim como pela voz do teu evangelho não só nos convidas continuamente a te buscar, mas também nos dás o teu Filho como nosso Mediador, por meio de quem o acesso a ti está aberto, para que em ti achemos um Pai favorável; — ó concede que confiados no teu convite amoroso, apliquemo-nos à oração enquanto vivermos e que, ante os inúmeros males que nos perturbam por todos os lados e as múltiplas necessidades que nos oprimem, sejamos levados a clamar por ti com maior fervor e nesse ínterim jamais nos cansemos de exercitar a oração; até que, sendo ouvidos por ti no decorrer da existência, sejamos congregados ao teu reino eternal onde gozaremos da salvação que nos prometeste e da qual também testificas diariamente pelo teu evangelho, e sejamos unidos para sempre ao teu Filho unigênito, do qual agora somos membros; a fim de participarmos de todas as bênçãos que obtiveste para nós por sua morte. Amém.

 


Autor: João Calvino (1509-1564)
Fonte: Devotions and prayers of John Calvin, Charles E. Edwards (Org.), Old Paths Gospel Press. S/d. Pags. 38 e 39.
Tradutor: Marcos Vasconcelos
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