segunda-feira, 31 de janeiro de 2011

O Espírito em oração

Também o Espírito, semelhantemente, nos assiste em nossa fraqueza – Romanos 8.26
Enquanto estamos neste mundo, esperando e aguardando o que não vemos, devemos estar em oração. Esperança implica desejo, e desejo, quando apresentado a Deus, é oração; nós gememos. Eis a nossa fraqueza na oração: "não sabemos orar como convém". Quanto à essência das nossas súplicas, não sabemos o que pedir. Somos juízes incapazes de julgar nossa própria condição. "Pois quem sabe o que é bom para o homem durante os poucos dias da sua vida de vaidade?" (Eclesiastes 6.12). Somos míopes e demasiadamente inclinados a favorecer a carne e tendentes a separar fins e meios. "Não sabeis o que pedis" (Mateus 20.22). Somos como crianças tolas prontas a chorar pela fruta antes que esteja madura e boa para ser comida. Quanto ao modo, não sabemos como devemos orar. Não basta fazermos o que é bom, temos de fazê-lo bem, pedir adequadamente. Nesse ponto quase sempre saímos perdendo – as graças são débeis; os sentimentos, frios; a mente distraída; e nem sempre é fácil encontrar ânimo para orar (2Samuel 7.27). O apóstolo fala disso na primeira pessoa: "não sabemos". Ele se inclui entre os demais. Todos os santos se queixam de tolices, fraquezas e distrações na oração. Se um santo tão extraordinário como o próprio Paulo não sabia pelo que orar, muito menos razão temos nós para levarmos adiante esse dever na nossa própria força! A assistência que o Espírito nos dá nisso é tal que ele nos socorre em nossas fraquezas, quer dizer, especialmente as relativas à oração, as que nos assaltam com facilidade nesse dever. O Espírito nos auxilia a combatê-las.

[Romanos 8.26-28]



Autor: Matthew Henry (1662–1714)
Fonte: Daily Readings, Randall J. Perderson (org.), Chistian Focus Publications, 2009, “January 25”.
Tradutor: Marcos Vasconcelos
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sábado, 22 de janeiro de 2011

Consolo na oração

Quando meu espírito esmorece dentro de mim, tu sabes a vereda que devo  seguir - Salmos 142.3 (A21)
Por mais angustiosa ou perigosa que seja a circunstância, a fé, mediante a oração, sempre recebe as consolações de Deus. Somos inclinados a ver com exagero as nossas tribulações, rendendo-nos totalmente ao seu poder; atitudes que de nada nos valem. Por outro lado, quando as apresentamos a Deus, lançamos as nossas preocupações sobre aquele que cuida de nós, ficando assim aliviados desse fardo. Não devemos nos permitir a mínima queixa, quer a nós mesmos ou a outrem, que possamos apresentar a Deus. Quando nosso espírito estiver esmagado pela aflição, e tomado pelo desânimo; quando, ao andarmos nas veredas do Senhor, virmos as ciladas armadas contra nós por todos os lados, devemos refletir, plenamente consolados, que o Senhor conhece nosso caminho. Aqueles que, com sinceridade, têm o Senhor por seu Deus, têm nele tudo quanto lhes basta como Refúgio e Herança; tudo mais é refúgio de mentiras e herança sem valor nenhum. Foi numa situação assim que Davi orou fervorosamente a Deus. Do ponto de vista espiritual, a alma dos crentes é sempre oprimida por dúvidas e temores. E, por isso, para o bem deles, devem rogar a Deus que os liberte para que possam andar no caminho dos seus mandamentos. Assim, o Senhor livrou Davi de seus poderosos perseguidores tratando-o com generosidade; assim, ele fez subir o Redentor crucificado ao trono de glória e o tornou Cabeça de todas as coisas para a igreja; assim, o pecador convicto da sua perdição clama por socorro e é levado a louvar a Deus na companhia do seu povo redimido; e assim, todos os crentes serão finalmente libertados deste mundo maligno, do pecado e da morte para louvarem seu Salvador para sempre.

 

Autor: Matthew Henry (1662–1714)
Fonte: Daily Readings, Randall J. Perderson (org.), Chistian Focus Publications, 2009, "August 4".
Tradutor: Marcos Vasconcelos
www.mensreformata.blogspot.com



 

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