sábado, 14 de maio de 2011

Religião frutífera

Outra [semente], afinal, caiu em boa terra; cresceu e produziu a cento por um. Dizendo isto, clamou [Jesus]: Quem tem ouvidos para ouvir, ouça. — Lucas 8.8
Não devemos ficar satisfeitos com a religião que não produz frutos em nossa vida. Nosso Senhor nos diz que o coração dos que ouvem corretamente o evangelho é como a terra fértil. A semente do evangelho planta-se profundamente nas suas vontades e produz resultados concretos na fé e na prática dessas pessoas. Elas não só ouvem com prazer, mas também agem com decisão. Arrependem-se. Creem. Obedecem.

Tenhamos sempre em mente que essa é a única religião que salva as almas. A confissão exterior do cristianismo e o uso formal de ordenanças e sacramentos eclesiásticos jamais deram ao homem boa esperança na vida, paz na morte nem descanso no mundo do outro lado da sepultura. Se em nosso coração e vida não houver os frutos do Espírito, o evangelho nos foi anunciado em vão. Somente quem produz frutos assim será achado à direita de Cristo no dia do seu aparecimento.

Deixemos a parábola com um profundo sentimento de perigo e de responsabilidade da parte de todos os ouvintes do evangelho. Há quatro maneiras possíveis de a ouvirmos, mas somente uma é a certa; há três tipos de ouvintes cuja alma corre perigo iminente. Quantos desses três tipos podem ser encontrados em toda congregação! Há somente uma classe de ouvintes que são justos à vista de Deus. E nós, o que somos? Será que pertencemos a essa classe?

Finalmente, deixemos a parábola com a solene consciência do dever que todo ministro fiel tem de identificar tais classes na sua congregação e de dar a cada uma delas a porção apropriada. O clérigo que sobe ao púlpito todo domingo e prega à sua congregação pensando que todos ali estão indo para o céu, com certeza não está cumprindo o seu dever com Deus nem com o homem. A sua pregação contradiz redondamente a parábola do semeador.



Autor: J. C. Ryle (1816–1900)
Fonte: Day by day with J.C.Ryle, Eric Russell, Christian Focus Pub., p. 348
Tradutor: Marcos Vasconcelos
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