sábado, 8 de outubro de 2011

Os frutos do cristão

Nisto é glorificado meu Pai, em que deis muito fruto; e assim vos tornareis meus discípulos. — João 15.8
A frutificação na prática cristã não só trará glória a Deus, mas apresentará a melhor prova, em nosso coração, de que somos verdadeiros discípulos de Cristo.

A certeza do nosso benefício em Cristo e da nossa consequente segurança eterna é um dos mais altos privilégios da fé. Sempre duvidar e sempre temer é uma ocupação deprimente. Em qualquer caso importante, nada é pior do que o suspense, e, mais do que tudo, no que tange à nossa alma. Quem quiser conhecer uma das melhores receitas para obter segurança deve se empenhar em estudar as palavras de Cristo postas agora diante de nós. Deve se esforçar para dar "muito fruto" em sua vida, hábito, temperamento, palavras e obras. Agindo assim, sentirá o "testemunho do Espírito" no coração e apresentará provas abundantes de ser um ramo vivo da Videira verdadeira. Encontrará na alma a evidência interna de que é filho de Deus, e encherá o mundo com indiscutíveis evidências externas. Não deixará espaço para a dúvida de que é um discípulo de Cristo.

Por que tantos crentes nominais sentem pouca consolação na fé que professam e seguem dominados pelo medo e pela dúvida no caminho para o céu? A resposta apresenta-se na sentença do Senhor que consideramos agora. Os homens se satisfazem com pequenas doses de cristianismo e poucos frutos do Espírito; não se esforçam para ser santos em todo seu proceder (1Pedro 1.15). Não é de admirar que desfrutem de pequenas doses de paz, tenham pouca esperança e quase não deixem evidências atrás de si. O mal está neles mesmos. Deus uniu a santidade com a felicidade, e aquilo que Deus uniu não devemos separar.

Pela graça de Deus, podemos fazer das leis de Cristo nossa regra de vida e mostrar diariamente nosso desejo de agradá-lo. Assim fazendo, nosso Mestre gracioso nos concederá a consciência permanente do seu favor e nos fará sentir o favor da sua face sobre nós, como o sol brilhante de um dia bonito. "A intimidade do Senhor é para os que o temem, aos quais ele dará a conhecer a sua aliança" (Salmos 25.14).




Autor: J. C. Ryle (1816–1900)
Fonte: Day by day with J.C.Ryle, Eric Russell, Christian Focus Pub., p. 80
Tradutor: Marcos Vasconcelos
www.mensreformata.blogspot.com

sábado, 1 de outubro de 2011

Permanecei em mim

Permanecei em mim, e eu permanecerei em vós. Como não pode o ramo produzir fruto de si mesmo, se não permanecer na videira, assim, nem vós o podeis dar, se não permanecerdes em mim. — João 15.4
Os frutos do Espírito são a única prova satisfatória de ser um cristão de verdade. O discípulo que permanece em Cristo, como o ramo ligado à videira, sempre produzirá frutos.

Quem não souber o significado da palavra "frutos", não precisa esperar muito pela resposta: Arrependimento diante de Deus, fé em nosso Senhor Jesus Cristo, santidade de vida e de conduta — são essas as atitudes que o Novo Testamento chama de "frutos". São as marcas diferenciadoras daquele que é ramo vivo da videira. Onde há carência dessas marcas é inútil falar em graça e vida espiritual "dormentes". Se não há fruto, não há vida. Aquele em que faltam essas coisas, mesmo vivo, está morto (1Timóteo 5.6).

A graça verdadeira, não podemos esquecer, nunca é inativa. Jamais cochila, não dorme em tempo algum. É inútil supor que somos membros vivos de Cristo, se o exemplo de Cristo não pode ser visto em nosso caráter e vida. Os “frutos” são a única evidência satisfatória da união salvadora entre Cristo e nossa alma. Onde não é possível ver o fruto do Espírito, não existe nenhuma religião vital no coração. O Espírito de Vida em Cristo Jesus sempre se dará a conhecer na conduta diária daqueles em quem ele habita. O Mestre mesmo afirmou: "cada árvore é conhecida pelo seu próprio fruto" (Lucas 6.44).

Do modo como o vinhateiro poda e apara os ramos da vide frutífera, para fazê-la ainda mais frutífera, assim também Deus purifica e santifica os crentes pelas circunstâncias da vida nas quais os põe. A provação, falando sem rodeios, é o instrumento com o qual nosso Pai do céu torna os crentes mais santos. Por meio da provação, Deus evoca a graça passiva deles e prova se conseguirão suportar e cumprir a sua vontade. Pela provação, ele os faz se desapegarem do mundo, os traz para perto de Cristo, os impele à Bíblia e à oração, os faz enxergar o próprio coração, e os torna humildes. Esse é o processo pelo qual ele os "purifica" e os faz mais frutíferos.

 


Autor: J. C. Ryle (1816–1900)
Fonte: Day by day with J.C.Ryle, Eric Russell, Christian Focus Pub., p. 127
Tradutor: Marcos Vasconcelos
www.mensreformata.blogspot.com
 

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