sábado, 1 de outubro de 2011

Permanecei em mim

Permanecei em mim, e eu permanecerei em vós. Como não pode o ramo produzir fruto de si mesmo, se não permanecer na videira, assim, nem vós o podeis dar, se não permanecerdes em mim. — João 15.4
Os frutos do Espírito são a única prova satisfatória de ser um cristão de verdade. O discípulo que permanece em Cristo, como o ramo ligado à videira, sempre produzirá frutos.

Quem não souber o significado da palavra "frutos", não precisa esperar muito pela resposta: Arrependimento diante de Deus, fé em nosso Senhor Jesus Cristo, santidade de vida e de conduta — são essas as atitudes que o Novo Testamento chama de "frutos". São as marcas diferenciadoras daquele que é ramo vivo da videira. Onde há carência dessas marcas é inútil falar em graça e vida espiritual "dormentes". Se não há fruto, não há vida. Aquele em que faltam essas coisas, mesmo vivo, está morto (1Timóteo 5.6).

A graça verdadeira, não podemos esquecer, nunca é inativa. Jamais cochila, não dorme em tempo algum. É inútil supor que somos membros vivos de Cristo, se o exemplo de Cristo não pode ser visto em nosso caráter e vida. Os “frutos” são a única evidência satisfatória da união salvadora entre Cristo e nossa alma. Onde não é possível ver o fruto do Espírito, não existe nenhuma religião vital no coração. O Espírito de Vida em Cristo Jesus sempre se dará a conhecer na conduta diária daqueles em quem ele habita. O Mestre mesmo afirmou: "cada árvore é conhecida pelo seu próprio fruto" (Lucas 6.44).

Do modo como o vinhateiro poda e apara os ramos da vide frutífera, para fazê-la ainda mais frutífera, assim também Deus purifica e santifica os crentes pelas circunstâncias da vida nas quais os põe. A provação, falando sem rodeios, é o instrumento com o qual nosso Pai do céu torna os crentes mais santos. Por meio da provação, Deus evoca a graça passiva deles e prova se conseguirão suportar e cumprir a sua vontade. Pela provação, ele os faz se desapegarem do mundo, os traz para perto de Cristo, os impele à Bíblia e à oração, os faz enxergar o próprio coração, e os torna humildes. Esse é o processo pelo qual ele os "purifica" e os faz mais frutíferos.

 


Autor: J. C. Ryle (1816–1900)
Fonte: Day by day with J.C.Ryle, Eric Russell, Christian Focus Pub., p. 127
Tradutor: Marcos Vasconcelos
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