domingo, 15 de abril de 2012

Amor maravilhoso

"Senhor, a ti ofereço meu coração sincero e espontaneamente." - Moto de João Calvino
Ninguém jamais viu a Deus; se amarmos uns aos outros, Deus permanece em nós, e o seu amor é, em nós, aperfeiçoado. — 1João 4.12

O Pai enviou o Filho, pois quis que ele viesse a este mundo. É disso que o apóstolo dá testemunho. E todo aquele que confessa que Jesus é o Filho de Deus, Deus habita nele e ele, em Deus. Essa confissão tem por alicerce a fé no coração, os lábios a manifestam para a glória de Deus e de Cristo e a vida e a conduta dão testemunho dela, contra lisonjas e desaprovações do mundo. Haverá, sem dúvida, um dia de juízo universal. Felizes os que terão ousadia santa diante do Juiz naquele dia, por saberem que ele é seu Amigo e Advogado! Felizes os que têm ousadia santa na antevisão desse dia, que anseiam e esperam por ele e pelo surgimento do justo Juiz! Para os crentes, o verdadeiro amor a Deus é garantia do amor de Deus por eles. O amor nos ensina a sofrer por Cristo e com ele, assim podemos ter a certeza de que também seremos glorificados com ele. Precisamos distinguir entre o temor a Deus e ter medo de Deus. O temor a Deus significa elevadas consideração e veneração por Deus. A obediência e as boas obras motivadas pelo princípio do amor não são como a labuta servil dos que trabalham árdua e de má vontade por temerem da ira de seu senhor, são como as ações praticadas com boa vontade pelo filho solícito que serve a um pai amoroso e faz o bem a seus irmãos. Quando nossas dúvidas, temores e apreensões acerca de Deus forem muitas, é sinal que nosso amor está longe de ser perfeito. Que o céu e a terra se extasiem perante o amor de Deus [...] O amor de Deus em Cristo, no coração dos crentes, motivado pelo Espírito de adoção, é a grande prova de conversão.



[Leia 1João 4.14-21]


Autor: Matthew Henry (1662–1714)
Fonte: Daily Readings, Randall J. Perderson (org.), Chistian Focus Publications, 2009, "August 23".
Tradutor: Marcos Vasconcelos
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domingo, 8 de abril de 2012

O maior pecador do mundo

Aquele que não conheceu pecado, ele o fez pecado por nós; para que, nele, fôssemos feitos justiça de Deus. — 2Coríntios 5.21

Deus "o fez pecado por nós", ou seja, fez dele um sacrifício pelo pecado. O sacrifício foi chamado de "pecado", porque o pecado de quem trazia a vítima, e em lugar de quem era oferecida, era posto sobre o sacrifício. Era como se o pecado fosse transferido da pessoa para o sacrifício. Nesse sentido, é que se deve entender o que Lutero afirmou, quando disse que "Jesus Cristo foi o maior pecador que já houve no mundo"; não porque tivesse qualquer pecado em sua natureza ou em sua vida, mas porque recebeu sobre si os pecados de quantos são ou serão salvos. Como falou o profeta: "o SENHOR fez cair sobre ele a iniquidade de nós todos" (Isaías 53.6). Não há expiação pelo pecado, exceto mediante sacrifício. Por isso o SENHOR ordenou o oferecimento do holocausto para a remoção do pecado, para que os pecadores pudessem ver o que mereciam, inclusive morrer. E não somente para isso, mas para que a oferta fosse totalmente consumida no fogo da sua ira. Os pecadores impenitentes serão consumidos no fogo que nunca se extinguirá, nem jamais os consumirá totalmente. Eles permanecerão na morte eterna, ou numa vida que morre continuamente. Aqueles que não descansam no sacrifício de Cristo, oferecido de uma vez para sempre, eles terão de ser o sacrifício para si mesmos, oferecido continuamente para a justiça e a ira de Deus.




Autor: Joseph Caryl (1602-1673)
Fonte: Bible Thoughts, Soli Deo Gloria Publications, 1995, p. 183
Tradutor: Marcos Vasconcelos
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