sábado, 16 de março de 2013

As mal-aventuranças de Satanás


Vendo Satanás a hoste dos que o seguiam, desceu ao vale árido e, abrindo a boca, ensinava-os dizendo:

Mal-aventurados os implacáveis, independentes, autossuficientes, os "posso porque quero", porque deles é o reino do inferno.

Mal-aventurados os que não choram pelos próprios pecados, mas só se arrependem rasa e mundanamente das suas consequências, porque o coração se lhes endurecerá.

Mal-aventurados os arrogantes posudos, cercados de aduladores, que fazem o próximo tropeçar, legislam em causa própria e buscam o próprio interesse, porque eles herdarão o inferno.

Mal-aventurados os indiferentes à impiedade na própria vida e ao redor de si, pois certamente transbordarão de pecados nesta vida.

Mal-aventurados os faltos de misericórdia os quais exigem que toda ofensa seja paga, que se ofendem com tudo e revidam com calúnia, maledicência e brutalidade aos seus opositores, porque eles receberão o mesmo em troca.

Mal-aventurados os que deixam a impureza lhes encharcar o coração por meios de aparente inocência, como a Internet, os relacionamentos e seus smartphones, porque não verão a face de Deus.

Mal-aventurados os que causam conflitos, criam divisões, se deleitam com contendas e jogam um contra o outro, porque serão chamados filhos de Satanás.

Mal-aventurados os que conseguem driblar a perseguição evitando de forma silenciosa e "inofensiva" as manifestações públicas de piedade, porque habitarão nas mansões infernais.

Mal-aventurados sois quando, por minha causa, vos considerarem fantásticos, divertidos, legais, safos e o "cara", sem o qual a festa não tem graça. Regozijai-vos e exultai, porque é grande o vosso sofrimento no inferno; pois assim trataram os ímpios que viveram antes de vós.




Autor: Srephen Altrogge, 14/3/2012
Fonte: The Blazing Center – connecting God’s truth to real life
Adaptação: Marcos Vasconcelos
Foto: Notícias de Paraino (MA)
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sábado, 12 de janeiro de 2013

Um feliz inferno


 Aprendi a viver contente em toda e qualquer situação. Tanto sei estar humilhado como também ser honrado; de tudo e em todas as circunstâncias, já tenho experiência, tanto de fartura como de fome; assim de abundância como de escassez — Filipenses 4.11-12
Não importam as aflições ou tribulações que os filhos de Deus possam sofrer; esse é todo o inferno que lhes caberá! Não importa o eclipse que lhes obscureça nome ou bens, pois não é senão uma nuvem insignificante que logo será varrida para longe e, assim, seu inferno terá passado!

A morte dá início ao inferno dos perversos!

A morte põe termo ao inferno dos piedosos!

Pense consigo mesmo: "O que é minha aflição? É só um inferno temporário. De fato, se todo o meu inferno for aqui na terra, então é um feliz inferno. O que é o cálice da aflição comparado ao da condenação eterna?"

Lázaro conseguia pegar apenas migalhas, estava tão doente que os cães, como se cuidassem dele, apiedados, lambiam-lhe as feridas. Tal situação, porém, foi um feliz inferno: logo os anjos vieram para arrancá-lo dele!

Se todo nosso inferno for na vida aqui — e em meio a ele desfrutarmos do amor de Deus — então, não é mais o inferno, é o paraíso! Se todo nosso inferno for nesta terra, podemos ver até onde ele vai e o quanto é superficial e incapaz de atingir a alma. É um inferno efêmero. Após a escuridão da noite aflitiva, surge a fulgurante
alvorada de glória!

Assim como
a vida é curta, também as tribulações não podem se prolongar.

Assim como as riquezas evaporam, também se vão os sofrimentos!

Aprendamos, pois, a estar contentes, sejam quais forem nossas circunstâncias.


Autor: Thomas Watson (c. 1620—1686)
Fonte: "The Art of Divine Contentment", GraceGems.org 
Fotografia: Shaun Killen 
Tradutor: Marcos Vasconcelos
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