sábado, 12 de janeiro de 2013

Um feliz inferno


 Aprendi a viver contente em toda e qualquer situação. Tanto sei estar humilhado como também ser honrado; de tudo e em todas as circunstâncias, já tenho experiência, tanto de fartura como de fome; assim de abundância como de escassez — Filipenses 4.11-12
Não importam as aflições ou tribulações que os filhos de Deus possam sofrer; esse é todo o inferno que lhes caberá! Não importa o eclipse que lhes obscureça nome ou bens, pois não é senão uma nuvem insignificante que logo será varrida para longe e, assim, seu inferno terá passado!

A morte dá início ao inferno dos perversos!

A morte põe termo ao inferno dos piedosos!

Pense consigo mesmo: "O que é minha aflição? É só um inferno temporário. De fato, se todo o meu inferno for aqui na terra, então é um feliz inferno. O que é o cálice da aflição comparado ao da condenação eterna?"

Lázaro conseguia pegar apenas migalhas, estava tão doente que os cães, como se cuidassem dele, apiedados, lambiam-lhe as feridas. Tal situação, porém, foi um feliz inferno: logo os anjos vieram para arrancá-lo dele!

Se todo nosso inferno for na vida aqui — e em meio a ele desfrutarmos do amor de Deus — então, não é mais o inferno, é o paraíso! Se todo nosso inferno for nesta terra, podemos ver até onde ele vai e o quanto é superficial e incapaz de atingir a alma. É um inferno efêmero. Após a escuridão da noite aflitiva, surge a fulgurante
alvorada de glória!

Assim como
a vida é curta, também as tribulações não podem se prolongar.

Assim como as riquezas evaporam, também se vão os sofrimentos!

Aprendamos, pois, a estar contentes, sejam quais forem nossas circunstâncias.


Autor: Thomas Watson (c. 1620—1686)
Fonte: "The Art of Divine Contentment", GraceGems.org 
Fotografia: Shaun Killen 
Tradutor: Marcos Vasconcelos
www.mensreformata.blogspot.com

 

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